Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 21,3% das pessoas com deficiência no Brasil são analfabetas, com taxas alarmantes no Nordeste. A análise destaca a necessidade urgente de políticas públicas interseccionais.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a população com deficiência no Brasil enfrenta altas taxas de analfabetismo. O Censo de 2022 identificou que 14,4 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, representando 7,3% da população total. Dentre esses, as mulheres são a maioria, com 8,3 milhões, enquanto os homens somam 6,1 milhões. A Região Sudeste abriga a maior quantidade de pessoas com deficiência, totalizando 5,7 milhões, mas o Nordeste apresenta a maior proporção, com 8,6% da sua população.
O levantamento aponta que, em 2022, cerca de 2,9 milhões de pessoas com deficiência com 15 anos ou mais eram analfabetas, resultando em uma taxa de 21,3%. Em comparação, o número de analfabetos sem deficiência é de 7,8 milhões, com uma taxa de apenas 5,2%. Essa diferença de 16 pontos percentuais destaca a exclusão educacional enfrentada por esse grupo. Os estados do Piauí e Alagoas apresentam os índices mais altos de analfabetismo entre pessoas com deficiência, com 38,8% e 36,8%, respectivamente.
A análise do IBGE também revela que a idade é um fator significativo no analfabetismo. Quanto mais velha a faixa etária, maior a proporção de analfabetos. No entanto, mesmo entre os jovens de 18 a 24 anos, 12,4% das pessoas com deficiência são analfabetas, em contraste com apenas 1% entre aqueles sem deficiência. Essa situação evidencia a necessidade de políticas públicas que abordem a interseccionalidade entre deficiência, raça e idade, promovendo a equidade no acesso à educação.
Os dados mostram que a maioria das pessoas com deficiência é composta por brancos e pardos, totalizando 6,4 milhões e 6,1 milhões, respectivamente. Já os pretos somam aproximadamente 1,8 milhão, enquanto indígenas e amarelos representam 78 mil e 55 mil, respectivamente. O analfabetismo é mais prevalente entre pessoas de cor ou raça indígena (32,0%), preta (26,7%) e parda (24,5%), enquanto as menores taxas são observadas entre brancos (16,3%) e amarelos (9,4%).
Além disso, a análise do nível educacional revela que 63,1% das pessoas com deficiência não possuem instrução ou têm o ensino fundamental incompleto, em comparação com 32,3% entre a população sem deficiência. O Censo também indicou que 1,6 milhão de pessoas com deficiência com 6 anos ou mais estavam frequentando a escola, mas a frequência escolar diminui significativamente após os 15 anos. Apenas 27,5% dos jovens de 18 a 24 anos com deficiência permanecem na escola, refletindo os desafios no acesso e na permanência no ensino superior.
Diante desse cenário, é essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que promovam a inclusão e a educação de pessoas com deficiência. Projetos que visem melhorar o acesso à alfabetização e à educação de qualidade podem fazer uma diferença significativa na vida dessas pessoas, ajudando a reduzir as desigualdades educacionais e promovendo um futuro mais justo e igualitário.

O Na Prática, em parceria com o BTG Pactual, lança o curso gratuito Carreira de Excelência, visando capacitar jovens profissionais para se destacarem no mercado. O treinamento já beneficiou milhares de participantes.

O prazo para inscrições do curso "Jornalismo do Futuro — O GLOBO 100 Anos" encerra neste sábado, com mais de mil candidatos disputando 20 vagas em formação gratuita. O curso, que começa em 25 de agosto, visa moldar novos jornalistas para os desafios contemporâneos da comunicação.

Escola Classe 502, inaugurada em fevereiro de 2023 no Itapoã Parque, oferece educação de qualidade a 800 crianças, rompendo mais de uma década sem novas escolas na região.

Início do prazo para solicitar isenção da taxa do Enem 2025, de 14 a 25 de abril. Estudantes que faltaram em 2024 devem justificar ausência.

A Cesar School está com inscrições abertas para cinco cursos gratuitos em tecnologia, com 5 mil vagas disponíveis em todo o Brasil. As aulas começam em 14 de julho e visam capacitar profissionais e aqueles em transição de carreira.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças significativas para o Enem 2025, incluindo inscrição pré-feita para alunos de escolas públicas e a possibilidade de usar a prova como certificado de conclusão do ensino médio. As inscrições ocorrem de 26 de maio a 6 de junho.