O projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental avança no Congresso, isolando a ministra Marina Silva e ameaçando a proteção ambiental no Brasil. O governo Lula não se posiciona claramente contra a proposta.

O projeto de lei que propõe a flexibilização do licenciamento ambiental avança no Congresso Nacional, sendo considerado uma das maiores derrotas da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em sua luta contra a bancada ruralista. Apesar das promessas do governo Lula de priorizar a agenda ambiental, a proposta avança sem uma posição clara do Executivo, o que gera críticas e isolamento para a ministra, especialmente com a proximidade da COP30, a conferência de clima da ONU que ocorrerá em novembro em Belém.
O projeto, apelidado de "mãe de todas as boiadas" e "PL da Devastação" por ambientalistas, foi impulsionado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Embora a equipe de Marina tenha se posicionado contra, o governo não orientou o voto no Senado, e alguns ministérios manifestaram apoio à proposta. Se aprovada na Câmara, a proposta seguirá para sanção presidencial, o que pode desestruturar o sistema de licenciamento ambiental construído ao longo de anos.
O Ministério do Meio Ambiente afirmou que tentou dialogar e articular com o governo para impedir o avanço do texto, mas as discussões não resultaram em mudanças significativas. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, expressou preocupação de que a proposta possa desencadear uma "guerra ambiental" no país, destacando que a base governista é heterogênea e não houve uma orientação clara sobre a votação.
Marina Silva, que já enfrentou outras derrotas, como a desestruturação do Ministério do Meio Ambiente e a aprovação de leis que afrouxam a proteção da Mata Atlântica e liberam agrotóxicos, agora se vê diante de um novo desafio: a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Essa exploração pode ser beneficiada pela flexibilização do licenciamento, o que preocupa ambientalistas e a própria ministra.
O projeto de licenciamento ambiental, que simplifica processos e pode impulsionar atividades de risco, avança rapidamente, mesmo diante de críticas. A Frente Parlamentar da Agropecuária defende que a proposta trará segurança jurídica e beneficiará o desenvolvimento econômico, enquanto ambientalistas alertam para os riscos de destruição ambiental. A proposta foi aprovada no Senado com apenas treze votos contrários, e partidos da base aliada, como PSB e MDB, apoiaram o texto.
Enquanto isso, Marina Silva conseguiu implementar políticas de proteção ambiental e reduziu o desmatamento no Brasil, mas enfrenta resistência dentro do governo. A exploração de petróleo na Foz do Amazonas, que ainda não foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), tem apoio de setores do Executivo e do Congresso. Em meio a essa situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a proteção ambiental e a sustentabilidade.

A cheia do Guaíba em Porto Alegre causa dificuldades para moradores, como o aposentado Pedro de Oliveira, que enfrenta águas geladas e temperaturas de até 4°C. A situação se agrava com a previsão de aumento do nível das águas.

A Rio Climate Action Week, de 23 a 29 de agosto, abordará a atuação do Legislativo na crise climática, destacando preocupações com a nova lei de licenciamento ambiental e a exclusão do setor agropecuário do mercado de carbono.

Uma pesquisa do Instituto de Direito Coletivo (IDC) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta que 64% do rejeito das cooperativas de catadores no Rio é plástico não reciclável. O deputado Carlos Minc propõe uma lei para banir esses plásticos em cinco anos e remunerar os catadores.

Maragogi, no litoral de Alagoas, enfrenta o desafio do turismo em massa que ameaça seus corais. A prefeitura investe em preservação, mas o aquecimento global continua a ser uma preocupação.

Um tamanduá-bandeira, espécie ameaçada de extinção, foi atropelado em Sobradinho e resgatado pela Polícia Militar Ambiental. O animal, ferido mas com sinais vitais, recebe atendimento no Hospital Veterinário da Fauna Silvestre.

A pesquisa da Esalq revela que a vida útil das florestas secundárias na Mata Atlântica está em declínio, impactada pela expansão agrícola e lacunas na legislação de proteção. O estudo destaca a necessidade urgente de políticas eficazes para garantir a permanência dessas florestas e seus serviços ecossistêmicos.