O programa Piauí Saúde Digital, com teleconsultas e IA, reduziu em mais de 27% a mortalidade por infarto e AVC em um ano, melhorando o acesso à saúde no estado. A telemedicina se destaca como solução para desigualdade no atendimento médico.

O Brasil, com sua vasta extensão territorial e diversidade populacional, enfrenta desafios significativos na distribuição de médicos. Apesar do aumento do número de profissionais de saúde, que saltou de 304 mil em 2010 para cerca de 576 mil em 2024, a desigualdade persiste. Enquanto o Distrito Federal possui 6,3 médicos por mil habitantes, o Maranhão conta com apenas 1,3. Essa disparidade resulta em dificuldades de acesso a cuidados médicos, especialmente em regiões remotas, onde a falta de especialistas e a demora no atendimento são comuns.
A telemedicina surge como uma alternativa promissora para enfrentar esses desafios. Regulamentada no final de 2022, essa prática conecta médicos e pacientes por meio de plataformas digitais, permitindo consultas e diagnósticos sem a necessidade de deslocamento. A pandemia de Covid-19 acelerou a adoção da telemedicina, demonstrando seu potencial para transformar o sistema de saúde no Brasil. Um exemplo notável é o programa Piauí Saúde Digital, que oferece teleconsultas e exames com tecnologia de inteligência artificial.
O programa Piauí Saúde Digital, implementado pelo governo do estado, disponibiliza teleconsultas com clínicos gerais a qualquer hora do dia, além de monitoramento de sinais vitais por meio de um aplicativo. A iniciativa também inclui a realização de eletrocardiogramas (ECG) em unidades de saúde, com laudos analisados remotamente por cardiologistas. Essa abordagem não apenas melhora o acesso à saúde, mas também utiliza inteligência artificial para antecipar diagnósticos e reduzir a mortalidade por doenças cardíacas.
Os resultados do programa são impressionantes: a mortalidade por infarto agudo do miocárdio caiu 27,33% e as mortes por acidente vascular cerebral diminuíram 28,4% em um ano. Além disso, o Piauí registrou o menor tempo de espera para consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com uma média de 10,8 dias. A integração da plataforma com a maioria dos equipamentos disponíveis no mercado permite uma implementação em larga escala, sem a necessidade de novos investimentos em tecnologia.
A telemedicina, embora não resolva todos os problemas de saúde do Brasil, é uma ferramenta valiosa para enfrentar a desigualdade na distribuição de médicos e melhorar o acesso a cuidados de saúde. O país possui quase 600 mil médicos formados, mas milhões de brasileiros ainda carecem de atendimento regular. Ignorar a telemedicina como uma política de Estado é perder a oportunidade de transformar a saúde pública no Brasil.
Iniciativas como o Piauí Saúde Digital demonstram como a tecnologia pode ser utilizada para salvar vidas e otimizar a gestão de saúde. Em um cenário onde a desigualdade persiste, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar projetos que visem melhorar o acesso à saúde e garantir que todos tenham a assistência necessária.

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