Meio Ambiente

Transporte no Brasil busca descarbonização com veículos elétricos e biocombustíveis em projetos promissores

O Brasil busca descarbonizar o transporte, com foco em veículos elétricos e biocombustíveis, mas enfrenta desafios como atrasos em fábricas e a necessidade de investimentos significativos. Acelen e Be8 avançam em biocombustíveis, enquanto montadoras chinesas enfrentam dificuldades.

Atualizado em
May 14, 2025
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Fazenda de macaúba; fruto pode ser usado na produção de SAF Foto: Marcos Ribeiro/Estadão

O Brasil enfrenta desafios na descarbonização do transporte, que representa 13% das emissões de gases poluentes. Para mitigar esse impacto, o país aposta em veículos elétricos e biocombustíveis. Recentemente, empresas como Acelen e Be8 têm avançado em projetos de biocombustíveis, enquanto montadoras chinesas, como GWM e BYD, enfrentam atrasos na instalação de fábricas de veículos elétricos.

As montadoras chinesas têm chamado atenção pelo tamanho de seus projetos, mas a instalação de suas plantas no Brasil está atrasada. Por outro lado, a Acelen está desenvolvendo um projeto para produzir combustível sustentável de aviação (SAF) a partir da macaúba. Embora o Brasil tenha potencial para essa produção, atualmente não há usinas em operação no país.

O diretor da A&M Infra, Filipe Bonaldo, acredita que a implementação de usinas de SAF no Brasil pode avançar mais rapidamente do que projetos de hidrogênio verde. O SAF pode ser produzido a partir de cultivos como soja e milho, aproveitando a capacidade agrícola do Brasil. Acelen planeja iniciar a semeadura de macaúba em março e construir sua usina até 2025, com um investimento total de US$ 3 bilhões.

A Be8, por sua vez, está investindo em uma planta de SAF no Paraguai, mas também analisa o mercado brasileiro. A empresa já desenvolveu um biocombustível que pode substituir o diesel em 100% e que não danifica os veículos. Com um investimento de R$ 50 milhões em Passo Fundo (RS), a Be8 aguarda aumento na demanda para expandir suas operações.

Enquanto isso, a montadora GWM pretende inaugurar sua fábrica em Iracemápolis (SP) neste semestre, após atrasos devido ao aumento do imposto de importação sobre veículos eletrificados. A BYD, que planeja produzir carros elétricos em Camaçari (BA), também enfrenta atrasos, mas promete investir R$ 5,5 bilhões na fábrica e gerar 20 mil empregos.

Esses projetos de descarbonização do transporte são cruciais para o futuro sustentável do Brasil. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visam a produção de biocombustíveis e veículos elétricos, contribuindo para um ambiente mais limpo e saudável para todos.

Estadão
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