Homens têm maior mortalidade precoce, enquanto mulheres vivem mais, mas enfrentam doenças crônicas e sofrimento mental, segundo estudo da The Lancet Public Health. A pesquisa destaca desigualdades de gênero na saúde.

Um estudo recente publicado pela The Lancet Public Health revela que homens têm maior taxa de mortalidade precoce em comparação às mulheres, que, embora vivam mais, enfrentam uma série de problemas de saúde crônicos. A pesquisa analisou dados do Estudo Global de Carga de Doença de 2021, destacando desigualdades de gênero na saúde. Os homens são mais propensos a morrer por doenças fatais como covid-19, doenças cardiovasculares e câncer de pulmão, enquanto as mulheres sofrem mais com condições não fatais, como dor lombar e transtornos mentais.
Os dados mostram que os homens representaram 45% mais casos e mortes por covid-19 em 2021 do que as mulheres. Segundo Marcus Villander, especialista em Clínica Médica, essa diferença pode ser atribuída a fatores biológicos, como a maior expressão do receptor da ECA, que facilita a entrada do coronavírus nas células masculinas. Além disso, a menor procura dos homens por serviços de saúde contribui para diagnósticos tardios e, consequentemente, maior mortalidade.
O psiquiatra Djacir Figueiredo Neto aponta que a resistência masculina em buscar atendimento médico é um fator significativo. Ele destaca que os homens tendem a minimizar sintomas e a abandonar tratamentos, o que agrava a situação. A cardiologista Maria Cristina Izar acrescenta que comportamentos de risco, como dirigir imprudentemente e o consumo excessivo de álcool, também são mais comuns entre homens, aumentando a taxa de mortalidade.
Enquanto os homens enfrentam uma maior mortalidade, as mulheres lidam com um custo elevado por viver mais. Elas frequentemente sofrem com doenças que não são fatais, mas que causam dor e sofrimento crônico, como ansiedade e depressão. Figueiredo Neto observa que a carga emocional e a pressão social para desempenhar múltiplos papéis contribuem para essa realidade. Muitas vezes, as queixas femininas são desqualificadas, o que dificulta o acesso a tratamentos adequados.
O estudo também revela que as desigualdades de saúde entre os gêneros começam na adolescência, quando os meninos adotam comportamentos de risco e as meninas já apresentam sintomas de dor e distúrbios emocionais. Villander e Figueiredo Neto defendem a necessidade de programas educativos nas escolas que abordem a saúde de forma sensível ao gênero, promovendo o autocuidado entre meninos e empoderamento entre meninas.
Para enfrentar essas disparidades, é essencial que o sistema de saúde seja redesenhado com foco em equidade de gênero. Campanhas específicas e ambientes acolhedores são necessários para atrair homens aos serviços de saúde. Para as mulheres, é fundamental ampliar o suporte em saúde mental e reabilitação. A união da sociedade pode ser um fator decisivo para melhorar a qualidade de vida de ambos os gêneros, promovendo ações que ajudem a enfrentar essas desigualdades.

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